domingo, 30 de dezembro de 2012

PARA QUE ESTUDAR MATEMÁTICA?


Quando entramos para a sala de aula, como professores ou como alunos, uma das primeiras perguntas que nos surge é: Por que estamos estudando isso? Onde vou usar essa matéria? Isso não é diferente com a Matemática. Como professores, ouvimos várias vezes: “Pra que é eu preciso aprender equação do segundo grau?”

Com a palavra Alex Jordane e Rony Freitas, professores do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (IFES).

Claro que não temos a resposta para todas as perguntas, mas podemos refletir um pouco sobre o assunto e buscar a entender um pouco mais onde e como a Matemática aparece no nosso dia a dia.

Uma primeira questão é relativa à compreensão que temos da Matemática. Podemos acreditar que ela é uma ciência descoberta, que sempre existiu em um mundo superior, ou um “mundo das ideias”, como afirma Platão. Isso pressupõe desconsiderar todo o seu processo de construção, ao longo dos milhares de anos e por milhares de pessoas.

Outra questão é, exatamente, que a Matemática foi construída ao longo dos anos e construída por milhares de pessoas. Assumimos assim uma Matemática que se insere na história das humanidades, que cresce à medida que mais e mais sujeitos se envolveram e se envolvem na busca de respostas às necessidades humanas.

A TEORIA E PRÁTICA

A Matemática cresce com o desejo de solucionar os problemas que, de alguma forma, afligem as humanidades. Ora, se é assim, a Matemática é marcada de vida. Inserida na vida e com o propósito único de promover a vida. Vida plena e para todos. Seria incoerente se ela não fizesse parte de nossa vida.

Um complicador, no entanto, é estabelecer uma relação entre o saber matemático mais sistematizado e o saber construído na vida, pela vivência, aquele que faz parte de nosso dia a dia. Esse elo científico-cotidiano tão importante fica mais complexo se lembramos do caráter mutante do saber do cotidiano, que se modifica toda vez que o conhecimento científico se aproxima dele.

Responder às questões colocadas no início de nossa conversa não é tão simples assim. Uma preocupação aqui deve ser a de não colocar a Matemática sistematizada como mais ou menos importante que a Matemática do dia a dia, entendendo que um conhecimento é tão necessário quanto o outro. Estabelecer uma ponte entre as experiências de vida e o conhecimento matemático sistematizado talvez seja o maior desafio dos educadores matemáticos. Afinal, como nos afirma o educador matemático Ole Skovsmose, “a tradição matemática escolar nos impede de ver a Matemática operando em situações do cotidiano, apenas porque não há tanta Matemática escolar nessas situações. Nenhuma simples equação é resolvida”.

Esse mesmo educador matemático completa ainda afirmando que o que dificulta essa ligação é o fato de o conhecimento que permeia nosso cotidiano não ser expresso em palavras ou conceitos, mas em ações. Isso significa que, ao se deparar com um tipo de conhecimento matemático em que a linguagem precisa ser expressa por escrito, o estudante constantemente costuma não ver a relação alguma entre as duas. Nós, professores, assumimos, nesse momento, um papel importantíssimo, que é o da mediação, para que o aluno possa vincular esses conhecimentos, quando possível, ou utilizar conhecimentos anteriores para compreender essa nova Matemática que lhe aparece. O professor pode, com isso, colaborar para que as manifestações em ações, advindas do conhecimento tácito, possam ser complementadas, não necessariamente transformadas, por manifestações conceituais.

DEBATE NECESSÁRIO

Podemos resumir a discussão em algumas poucas palavras. Primeiro, partimos da ideia de que a Matemática é um construto humano e em constante transformação. Consideramos que os conhecimentos do dia a dia, mais ligados às ações, não são mais nem menos importantes que os conhecimentos sistematizados, mas que ambos interagem e se influenciam. Finalmente, é nossa função enquanto educadores estabelecer a ligação direta entre essas duas matemáticas, buscando um equilíbrio delas em sala de aula.

Essa discussão é apenas um começo de conversa. Caso queira discutir mais profundamente, propomos que provoque seus colegas, trata a discussão à tona e, se quiser, nos procure para continuarmos esse papo.

Fonte: Revista Mundo Jovem, abril/2011.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FAMÍLIA E ESCOLA UNIDAS PELA EDUCAÇÃO


Cada vez menos os pais participam da vida escolar dos filhos. Alegam falta de tempo, de paciência na hora das reuniões etc. Em alguns casos há pais que delegam à escola a “educação filhos” dos filhos, livrando-se da função fundamental da família, que é educar. Afinal, quais são os papéis de cada um?

A pedagoga e diretora de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará diz que, atualmente se percebe que a maioria das famílias já não vê a escola como uma aliada. Muitas vezes enxergam-na como uma oponente que maltrata o filho, que lhe atribui notas baixas, que o persegue, que não ensina, que não educa. Na verdade as famílias deveriam ouvir a escola e respeitá-la.

Quando se enfatiza ouvir e respeitar não significa ser omisso ou acreditar que a escola sempre tem razão. Mas significa lançar um olhar de compromisso com a construção de uma educação de qualidade. Essa educação ideal perpassa a presença da família na escola, não somente em reuniões agendadas, mas estar na escola regularmente a fim de saber como o filho vai.

Cobrar do filho o gosto pelos estudos está intimamente ligado à forma como os pais se relacionam com a escola. Será que gosto da escola do meu filho? Conheço a proposta pedagógica da escola? Já conversei com seus professores, diretor, coordenador pedagógico? Respeito os profissionais que trabalham com meu filho? Quando a família cria um vínculo com a escola, o filho percebe a relação de confiança que os pais têm com a escola e até muda sua postura.

E O PROFESSOR?

A esse respeito o livro: O professor refém, de Tânia Zagury (2006) relata que hoje o professor se tornou refém em vários aspectos:

v  Do tempo que necessita, mas que não dispõe, par superar deficiências básicas de formação;

v  Da própria consciência que lhe revela sua importância para realizar uma avaliação qualitativa, tal qual se preconiza atualmente;

v  Dos alunos, que hoje os enfrentam e desafiam abertamente em muitos casos;

v  Da família dos alunos, que perdeu a autoridade sobre os filhos e pressiona a escola para fazê-lo em seu lugar;

v  Da sociedade, que volta e meia surpreende professores e gestores com medidas cautelares, mandados e processos.

 É nesse contexto que o professor se encontra atualmente, preso a uma situação desgastante, que está levando muitos profissionais a buscar ajuda psicológica.

DICAS PARA A FAMÍLIA

Escola a escola para seu filho levando em consideração a proposta pedagógica da escola, nível de formação dos profissionais. Converse e conheça o gestor, os professores que lidarão com seu filho. Informe-os de alguma dificuldade que ele tenha, seja ela cognitiva ou comportamental.

Respeite a instituição onde você matriculou seu filho, nunca a deprecie diante dele, procure sempre ouvir a escola, entendendo que seu filho está em processo de formação, e os profissionais que estão na escola são preparados para tal função.

Não se torne inconveniente: quando o professor estiver em sala de aula ou em uma festa, ou mesmo na rua evite falar da vida escolar do seu filho. Ligue para a escola, marque uma hora em que o professor não esteja em sala de aula, aproveite as reuniões pedagógicas e as reuniões de pais, momento em que você encontra todos os professores reunidos.

Nunca se espera de que seu filho não é perfeito. Ele erra e tem o direito de errar. Procure olhar a escola como uma parceira. Essa atitude ajuda muito no processo de formação de caráter.

DICAS PARA O PROFESSOR

Sempre trate o aluno com respeito, seja firme e mantenha a disciplina, pois ela é essencial para a aprendizagem. Lembre-se que disciplina se baseia numa relação de respeito e, não na concepção tradicional, na qual o professor era o dono da verdade e só ele falava.

Faça relatórios das aulas, para que tenha um suporte para possíveis justificativas sobre o comportamento do aluno.

Quando for conversar com o pai ou a mãe de aluno, sempre seja franco, sem ser agressivo. Procure ouvi-lo com atenção e depois faça suas colocações. Sempre mostre a ele que você está disposto a ajudar, mas que também precisa do apoio dele. Procure falar sobre aspectos positivos dos alunos. Lembre-se que as reuniões de pais não são apenas momentos para reclamações.

Quando família e escola dialogam, quem ganha é o filho/aluno, que, ao perceber uma coerência entre educação familiar e escolar, terá uma formação mais solida e eficiente.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

COMO VAI A SAÚDE DO(A) PROFESSOR(A)?


No mundo do trabalho, os avanços tecnológicos têm gerado novas atividades laborais. Debates a respeito das repercussões de tais mudanças na saúde dos trabalhadores, mais recentemente, há um interesse maior na percepção de como as condições de trabalho, salário e carreira da atividade docente têm repercutido na saúde dos(as) professores(as).

Estudos cada vez mais frequentes abordam a saúde ocupacional dos(as) professores(as) docentes. A socióloga Cristina Kavalkievicz diz que participou de alguns, dentre eles a pesquisa Condições de Trabalho e Saúde dos Professores da Rede Praticar de Ensino de Salvador, que foi desenvolvida pelo sindicato dos professores no Estado da Bahia (SINPROBA), em parceria com o Departamento de Medicina Preventiva da faculdade de Medicina da UFBA e financiamento da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino (CONTEE).

RESULTADOS

Percebemos a prevalência das doenças relacionadas à voz, que já eram de certo modo conhecidas, uma vez que a voz é um dos principais instrumentos de trabalho dos(as) professores(as). Mas o que mais surpreendeu e assustou os(as) pesquisadores(as) foi o alto grau de distúrbios psíquicos, no estudo denominado DPM (distúrbios psíquicos menores). Dos 572 professores(as) pesquisados(as) 20,1% indicam prevalência de distúrbios psíquicos menores. Essa frequência é bastante significativa.

A análise das variáveis referentes á saúde mental dos(as) professores(as) reforça os achados de outros estudos que estudaram populações submetidas a risco de adoecimento psíquico ou de estresse entre professores(as), apontando um quadro que merece maior atenção e aprofundamento.

Apesar de ter sido uma pesquisa desenvolvida pelas entidades do estado e nacionais que representam os(as) professores(as) que lecionam no setor privado da educação, uma das questões apresentadas no questionário identifica se o participante leciona também na rede estadual, municipal ou federal. A resposta comumente encontrada foi o pertencimento à rede estadual de educação, o que coloca os docentes no mesmo lugar quanto às condições de saúde e trabalho.

CONDIÇÕOES DE TRABALHO

A pesquisa publicada em 1999 pelo pesquisador da UNB, Wanderlei Codo, com 26 mil professores(as) da educação básica pública do Brasil, trouxe como um dos mais preocupantes achados a Sídrome de Burnout, que de modo simples pode ser explicada como esgotamento físico e mental intenso dos doentes.

Portanto importa afirmar que as várias pesquisas desenvolvidas nas últimas décadas abordando a saúde ocupacional de professores(as) – têm convergido para a compreensão de que determinados ambientes de trabalho são responsáveis por agrados à saúde dos(as) trabalhadores(as).

É preciso registrar que para a atividade docente compreendemos o ambiente de trabalho, também e fundamentalmente, as condições de trabalho, carreira e salário, configurando-se assim a ambiência do trabalho para os(as) doentes.

A existência de condições de trabalho desencadeadoras de sofrimento, estresse, ansiedade é uma realidade incontestável. Entretanto as repercussões sobre a saúde dos(as) trabalhadores(as), reconhecidamente expostos(as) a fatores estressantes e ansiogênicos, são ainda pouco conhecidas.

A humanização das relações de trabalho passa com certeza pela superação desse modelo socioeconômico capitalista. É preciso referendar um outro modelo de trabalho, o trabalho com sentido para a vida humana, capaz de gerar a vivência material digna e a realização prazerosa da inventividade, da criatividade e da alegria humana.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A NOVA ESCOLA DISCUTE


O que falta para combater as faltas?

Reorganizar o trabalho e a carreira docente é uma das medidas para combater o alto índice de absenteísmo, que milhares de alunos.

Como em qualquer atividade profissional, muitos são os fatores que levam um docente a se ausentar do trabalho. Mas no Brasil o número de faltas no Magistério está longe de ser aceitável.                                                                                                                                             
Portanto, é urgente investigar as causas disso e buscar soluções para que os estudantes não sejam prejudicados.                                                                                                                                            A prova Brasil de 2009 nos dá uma dimensão do problema: 32,8% dos gestores disseram ter alguma dificuldade com o alto índice de ausência de professores. No mesmo ano, o programa internacional de alunos (Pisa, sigla em inglês) também comprovou com estamos longe do patamar ideal. Segundo  o levantamento, 30%  dos alunos brasileiros estão em escolas onde falta dos educadores  afeta a aprendizagem.                                                 

Em geral, quando esse cenário é analisado, a crítica real sobre os professores. No entanto, é fundamental  que os gestores prestem atenção nos motivos das faltas e avaliem  quais podem ser evitadas.  Um dado relevante é que muitas das justificativas são ligadas a saúde nessa área, a pesquisa  Condições de trabalho e suas Repercussões na saúde dos professores da educação Básica no brasil  indicou que problema de voz e transtornos psicológico, como estresse e síndrome de burnout -   caracterizada pela exaustão física e emocional -, são as doenças mais comuns entre os docentes. O estudo coordenado pela função Jorge Duprat Figueiredo de segurança e Medicina do trabalho (Funda centro), Foi realizado entre 2006  e 2010 em São Paulo, no Pará, no Mato Grosso do Sul, na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Sul.                          
Levantamentos como esses são raros e há redes que nem controlam as presenças. A Secretaria de Estado da Educação de Sergipe é uma delas: acompanha apenas os afastamentos e as licenças. Assim, torna-se impossível encontrar soluções. Mas também há controles mais precisos. O Rio de Janeiro é um desses e reconhece que o absenteísmo é grande. Só em maço, 11,6 mil e docentes faltaram -3,7 mil sem justificativa-e outros 7 mil estavam licenciados. Isso significa que aproximadamente 24 % dos educadores deixaram de dar aula no mês.   

 Outros estados perceberam que a maioria das ausências possui justificativa. Segundo a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, entre 2008 e 2011, o percentual de faltas injustificadas por professores não chegou a 1% do total anual. E no Espiro Santo concluiu-se que 90% delas estão previstas em lei. São licenças-maternidade, afastamentos para estudos, atestados médico e dias abonados. Esses últimos merecem uma atenção especial. As faltas abonadas têm funcionado como (moeda de troca) nas negociações salariais, como beneficio para compensar a baixa remuneração. O problema não e exclusivo da educação, mas, quando uma categoria aceita esse tipo de contrapartida, contribui para a desvalorização da profissão ao passa a imagem de que sua presença não e fundamental para o trabalho.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

INTELIGÊNCIA COLETIVA


Na contramão da ideia de superficializacão trazida pelo conhecimento e informações rápidas da internet, Pierre Lévy, o grande filósofo da informação da atualidade, garante que o efeito está longe de ser este.

O fato de os saberes estarem sendo “vitalizados”, ou seja, são participantes da Cibercultura, faz com que o acesso á informação seja rápido, mas também a repercussão dela e a participação sobre o conteúdo. Todos participam dessa construção, numa relação que ele chama de todos - todos (antes, o que tínhamos era a comunicação um - um, como uma carta ou um homem ao telefone, ou um - todo, como a da TV). E assim, há volta da subjetividade, da individualidade do homem, que participa ativamente desse processo com o seu “eu”. E assim, há volta da subjetividade, da individualidade do homem, que participa ativamente desse processo com o seu “eu”. E o que propicia também o que ele cunha de inteligência coletiva. O artigo de capa desta edição versa sobre um tema, que parece bastante batido, de forma diferente. E também contribui com uma interessante discussão sobre se o virtual é real, baseado em ideias de Aristóteles.


VIRTUALIZAÇÃO DOS SABERES


Na discussão sobre se o virtual é real, Pierre Lévy defende que a interação e troca do conhecimento, propiciados pela Cibercultura, possibilita ao homem participar de uma “inteligência coletiva”, que funcionará como instrumento para resgatar a sua subjetividade.

O advento das tecnologias eletrônicas na cultura contemporânea conduz a uma frutífera reflexão sobre a questão da virtualização dos saberes, circunstância própria da era informática na qual, de uma maneira geral, estamos todos inseridos. Certamente, jamais encontramos tanta felicidade para a divulgação imediata de conteúdos tal como atualmente existe no sistema informático, circunstância que, interpreta por um viés otimista, representa uma democratização do processo de criação intelectual e sua consequente difusão pública. Nessas condições. Pierre Lévy afirma: “As atividades de pesquisa, de aprendizagem e de lazer serão virtuais ou comandadas pela economia virtual. O ciberespaço será o epicentro do mercado, o lugar da criação e da aquisição de conhecimentos, o principal meio da comunicação e da vida social”.

A “Cibercultura” é um termo utilizado na definição dos agenciamentos sociais no espaço eletrônico virtual. Estas comunidades estão ampliando e popularizado a utilização da Internet e outras tecnologias de comunicação, possibilitando assim maior aproximação entre as pessoas de todo mundo. Esse termo se relaciona diretamente com as dinâmicas sociais, econômicas, políticas e filosóficas dos indivíduos conectados em rede, bem como a tentativa de englobar os desdobramentos que este comportamento requisita.

 

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

A MATEMÁTICA PULSA NO DIA-A-DIA


 No dia-a-dia, filhos de camponeses fazem uma matemática peculiar, ligadas ás necessidades reais. Durante o plano desenvolvem noções de geometria ao traçar e dividir canteiros. Fazem estatísticas e cálculos ao contar e separar sementes. Finanças, ao estabelecer preços para produção. Lidam com volume e proporção ao estipular quantidades de adubo. Observam regularidades no crescimento e no formato das plantas. Tudo ao seu modo, com linguagem própria e pouco formalizada.

 Na escola, essas crianças costumam levar um choque. A matemática que lhes é imposta, mais parece grego. Trata dos mesmos temas, mas despreza a informação que vem de casa. Tudo em nome do cumprimento de um currículo ultrapassado, abstrato, baseado numa formalização proposta a mais de 2000 anos. O resultado não poderia ser outro. O aluno cria aversão a disciplina não ver utilidade no que é ensinado e, claro, vai mal.

Se você conhece esse fracasso, nem responsabilize o estudante. “o equivoco é do modelo, não das pessoas”, afirma o professor Luiz Márcio e Imenes, engenheiro civil, mestre em educação matemática e autor de livros didáticos. Segundo ele, os erros são históricos. O principal deles: gastar 95% do tempo das aulas fazendo continha. “O ensino deve estar voltado à resolução de problemas”, enfatiza. Felizmente, muita gente boa está mudando esse quadro.

Há pelo menos duas décadas, educadores de todo o mundo, organizados no chamado movimento de educação matemática, criam estratégias, propõem currículos com enfoques diferentes para os conteúdos, pedem a reintegração da geometria ao programa e, sobretudo, a adoção de uma abordagem ligada ao cotidiano é vinculada as demais áreas do conhecimento. Essa aproximação se consegue com alinhamento da didática a ideias como a Programa Etnomatemática, formulado por Ubiratan D’Ambrósio, professor emérito da Universidade Estadual de Campinas e professor de pós – graduação na Universidade de São Paulo (USP), na pontifícia Universidade Católica de São Paulo e na Universidade Estadual paulista.

Para D’Ambrósio, a sabedoria da criança do campo (ou da favela, ou de um bairro rico) nunca pode ser desprezada. “Quando respeita esse conhecimento, o professor cria vínculo, faz um pacto com o aluno e ergue uma ponte entre a realidade cultural e o ensino formal, preparando o terreno para a formação do espirito científico”.

domingo, 25 de novembro de 2012

COMO CALCULAR π NUMA ILHA DESERTA?


Quando o navio de Robinson Crusoé naufraga, o personagem vai para uma ilha deserta e tem de lutar para sobreviver com alguns mantimentos que pego no navio. Depois de construir uma espécie de cabana, organizar mais o time para caçar animais e explorar a ilha de vez em quando, ele poderia ter usado matemática para passar o tempo. Poderia seguir o exemplo de Arquimedes, que também viveu numa ilha, e usar o método de exaustão para calcular uma aproximação de π. Crusoé poderia até descobrir mais casas decimais do que o próprio matemático grego. Se um estudante no ensino médio quiser fazer o mesmo, mais no conforto de casa, só precisa do papel, lápis, e bons conhecimentos de geometria básica.                                                     
O que Arquimedes fez para aproximar π não é nada trivial. Para Aline dos Reis Matheus, do centro de aperfeiçoamento do ensino da matemática (CAEM, localizado na universidade de São Paulo), o professor teria de mastigar bem o  o conteúdo do tratado de Arquimedes para apresentá-lo a alunos do ensino médio.  “Não é uma questão de raciocínio, é uma questão de ter traquejo com as personagens que ele usa e fôlego para acompanhar. O aluno de ensino médio em geral não tem maturidade.” Aline diz que talvez seja mais prático usar uma versão do que Arquimedes fez, versão na qual os alunos possam usar uma calculadora e os botões de seno, cosseno e tangente.
Para repetir os passos de Arquimedes, o estudante deve ter noções de desenho geométrico, bissetriz, mediatriz, o que circunscrição e inscrição, e trigonometria. Além disso, o professor deve ajudar os alunos com as inequações e as relações entre medidas. Se não o aluno vai ficar espantado quando vir que Arquimedes usa para o raio a mesma medida que para o diâmetro. Aline explica: “A relação entre das coisas é a mesma para o dobro dessas duas coisas.  
ARQUIMEDES E O π
Arquimedes viveu por 75 anos em Siracusa (na Sicília, uma ilha da Itália). Algumas pessoas dizem que ele costumava andar com um pote de areia embaixo do braço para que pudesse desenhar formas geométricas e fazer cálculos – naquela época, 300 a.C., qualquer forma de papel era caríssima. Hoje o aficionado por história da matemática (vamos chama-lo de Isaac) pode refazer os passos de Arquimedes com maior conforto. Na verdade, Isaac prefere usar também régua e compasso, mas não precisa desenhar nada em perfeição, pois as formas só servem para orientar o pensamento.  

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

DEU BRANCO!


 

A angústia de não conseguir iniciar um texto é a da dificuldade de romper um silêncio constrangedor. Nem é necessário ser escritor ou poeta para ter experimentado essa sensação. A divaga, palavras faltam, parece que tudo o que se aprendeu perde a eficácia e a forma, incapaz de ser transformado em frase.

Quando se candidatou a uma residência em uma clínica médica em instituições americanas, no fim do ano passado, a paulista Juliana da Silva, de São José dos Campos (SP), teve de escrever uma “carta de motivação” a cada hospital, explicando as razões para a escolha daquele programa e por que seria a candidata ideal para a vaga. A barreira do idioma era o de menos.

_ Foram em média quarenta cartas e eu não tinha ideia de como começar! Não conhecia o público alvo e estava insegura sobre o nível de linguagem adotar, principalmente porque cada texto exigiu certo nível de exposição pessoal e de autoconhecimento, o que significava transpor várias barreiras culturais que ficaram óbvias apenas ao longo do processo _ explica Juliana.

A necessidade a fez desenvolver um método próprio de desbloqueio.

_ O parágrafo inicial, sempre uma barreira, deixo por último, e só o retomo depois que escrevo todas as ideias e as vou costurando ao longo do texto. Costumo elaborar a ideia principal oralmente e depois tento fazer disso um parágrafo coeso. Nem sempre é fácil _ explica Juliana.

A escritora Sônia Belotto, professora de oficina de escrita, orienta que, em casos assim, há três condições para um bom resultado: “ conhecer o publico, dominar o assunto escolhido e dominar as técnicas de escrita”. Fazer isso é que são elas.

ANOTE AS IDEIAS

A organização dos pensamentos é uma etapa fundamental na preparação que precede um texto bem redigido. Em primeiro lugar, afirma a professora de redação do cursinho e colégio objetivo, Maria Aparecida Custodio, é preciso anotar todas as ideia  que passam pela cabeça em relação ao assunto sobre o qual se quer escrever. Á maneira de um brainstorming, é importante registrar conceitos e sacadas que podem ser aproveitadas na redação posteriormente. Porém, antes mesmo de se sentar para colocar as ideias no papel, convém definir a finalidade do seu texto e as possíveis formas de se tratar o assunto, tendo em mente sempre a necessidade de despertar e capturar o interesse do leitor.

_ A partir disso, o ideal é registrar as ideias relacionadas ao assunto da maneira mais espontânea possível; só depois vem a preocupação com o vocabulário, com a ortografia e com a organização do texto. Primeiramente vem o conteúdo e em seguida, a forma --- diz Maria Aparecida.

domingo, 28 de outubro de 2012

A IMPORTÂNCIA DA MATEMÁTICA NO ENSINO FUNDAMENTAL


A educação é a base para o crescimento e o desenvolvimento de todo e qualquer país, que almeja alcançar bons indicadores de crescimento econômico, industrial, intelectual e cultural de seu povo, pois sem o investimento preciso e necessário nessa área, torna-se inviável a construção de uma sociedade educada, politizada e democrática.

Dentro desta concepção e respeitando sua especificidade, pode-se afirmar que no ensino fundamental, a matemática é de extrema importância para o desenvolvimento pleno de sua potencialidade, tanto para instrumentação para o trabalho e para a vida quanto para o desenvolvimento do raciocínio lógico e da criatividade.

Fazer matemática é expor as próprias ideias, escutar a dos outros, formular, confrontar e comunicar procedimentos de resolução de problemas, argumentar e validar pontos de vista, antecipar resultados, aceitar erros e etc. A matemática surge de maneira espontânea e natural com as primeiras experiências, oferecidas à criança por seu meio sociocultural. A partir dessas experiências, desafios e dificuldades vão surgindo, fazendo com que a criança ao tentar solucioná-las, aprofunde pouco a pouco o conhecimento das diversas noções matemáticas. É no ensino fundamental o momento mais adequado para estimular nos alunos o desenvolvimento do pensamento lógico quer pela riqueza das atividades desenvolvidas, quer pela abertura quanto a flexibilidade, curiosidade, criatividade e descoberta.

O aluno, muito antes de entrar na escola está permanentemente em contato com a cultura e recebendo as mais variáveis informações. Ao tentar organizá-la, pensa matematicamente, esse pensar acontece de varias maneiras: quando ela brinca, joga, conversa, enfim, em qualquer situação que o desafie a pensar sobre fatos, situações e problemas a serem resolvidos.

Pensar matematicamente acerca de um fato ou um problema relaciona-se com a capacidade de juntar, separar, retirar, estabelecer correspondência entre objetos, descobrindo assim suas propriedades (cor, tamanho, forma e etc.). Ao se utilizar destas atividades espontâneas e estabelecendo relações, o aluno constrói noções matemáticas, desenvolvendo as habilidades perceptivo-motoras necessárias e isto deverá ser o ponto de partida para o trabalho com a matemática no ensino fundamental.

Diante de toda a importância da matemática apresentada a cima, para o desenvolvimento natural de cada indivíduo, percebe-se que esta disciplina, causa muito medo e desconforto para muitos estudantes, de forma a causar até empatia aos professores que lecionam essa disciplina, necessita-se portanto, de um estudo minucioso e detalhado para desvendar as causas que levaram a essa distorção acontecer no cotidiano das escolas brasileiras.

Portanto, pesquisar sobre as relações que faz com que o ensino da matemática se distancie da vida prática dos alunos, faz-se necessário para que se possa encontrar soluções que propicie uma compreensão e uma melhor relação com a mesma, para tanto, é necessário que professores se apropriem deste conhecimento, ou seja, de novas técnicas para desmistificar o mito de que a matemática é difícil, este é o grande desafio para os educadores de desta área de conhecimento.

Os objetivos evidenciam a importância de o aluno valorizar a matemática como instrumental para compreender o mundo à sua volta e de vê-la como a área do conhecimento que estimula o interesse, a curiosidade, o espírito de investigação e o desenvolvimento da capacidade para resolver problemas. Adota como critérios para a seleção dos conteúdos, sua relevância social e sua contribuição para o desenvolvimento intelectual do aluno, em cada ciclo.

Quanto aos conteúdos, apresentam um aspecto inovador ao explorá-los não apenas na dimensão de conceito, mas também na dimensão de procedimentos e de atitudes. Em função da demanda social incorpora, já no ensino fundamental, o estudo da probabilidade e da estatística, evidenciam a importância da geometria e das medidas para desenvolver as capacidades cognitivas fundamentais.

 

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

CULTURA DE ESPERANTINÓPOLIS


O Espaço que ocupamos

O maranhão possui 217 municípios, os mesmo foram agrupados pelo IBGE Em cinco mesorregiões e 21 micro regiões. Esperantinópolis fica localizada na mesorregião Central maranhense e está situada na micro região do médio mearim.A área territorial do município 362 kilometro quadrados.
O código de endereçamento postal CEP 65750-000, é cortada pela MA 012 que liga a cidade de Igarapé Grande a Barra do Corda.

 

Fronteiras Fazemos fronteiras ao leste com Joselândiam, ao oeste com Poção de Pedras, ao sul com São Roberto e ao norte com Poção de pedras.

No lado leste temos como divisa de município o rio mearim com cerca de 70 quilômetros, que vai do povoado Sabiá no ponto sul do nosso município a Folha Miúda no ponto norte.


Nossa Economia
1.Agricultura
A agricultura de Esperantinópolis é bastante diversificada, pois produzimos grande quantidades de arroz, feijão,milho, mandioca e outros produtos. A agricultura é praticada na forma de subsistência ou seja para o próprio consumo e que vem diminuindo a cada ano.

 
Grande parte dos alimentos chega de outras localidades a preços acessíveis ao consumidor final. A queda na agricultura se deu devido a grande entrada de produtos industrializados e de preços compatíveis com os nossos.Também porque não existe mais tanta terra disponível para plantio como antes, devido ao avanço da pecuária em nosso município.

 
2. Pecuária A pecuária no município cresceu numa estimativa de 15% nos últimos anos, esse crescimento se deve ao grande avanço da pastagem e exportação de gado bovino para outras cidades.O consumo interno é grande e os grandes e pequenos produtores acreditam que ainda podem melhorar, pois a nossa região é propícia para a criação da pecuária..

 
Gado bovino pastando.

Caprinos no pasto.

3.Indústria


As indústrias de nosso município funcionam de forma artesanal.

 
Exemplos de algumas indústrias da cidade.


4. Comércio
Nosso comércio hoje é muito desenvolvido pois temos uma grande opção de compras, matérias de construções, móveis, eletros, eletrônicos,cama, mesa e banho, tudo que antes só era encontrado nos grandes centros urbanos temos tudo isso hoje em nossa cidade.
Nosso comércio cresce junto com a demanda pois o poder aquisitivo de compras do consumidor tem aumentado muito nos últimos anos, abastecemos direta e indiretamente cerca de cinco cidades e seus interiores. O fluxo de caminhões baú tem aumentado de maneira impressionante fazendo com que nosso comércio torne-se ainda mais concorrido.


 
5. Trânsito
O trânsito é o movimento de pessoa e veículos nas ruas e estradas. Aqui em nossa localidade o trânsito funciona de forma desordenada, pois na maior parte das pessoas que faze o mesmo acontecer não tem conhecimento das regras vigentes, tanto os pedestres e condutores de veículos automotores.



Confira como funciona o trânsito nas ruas da cidade.

6. Meios de comunicação
Hoje, graças ao desenvolvimento dos meios de comunicação, o esperantinópolitano podem manter-se bem informado e tomar conhecimento dos fatos que acontecem em qualquer parte do mundo, no momento em que estão ocorrendo, pois contamos com o que há de mais avançado na comunicação .



 
7. Turismo e Lazer

O lazer que até algum tempo era considerado como uma simples forma de diversão, vem adquirindo maior relevância pela comprovação de sua importância para o equilíbrio psicossocial, nossa cidade apresenta vários locais destinados ao lazer da população.

 
Lugares de destaque na área de lazer.

domingo, 14 de outubro de 2012

DOIS MOMENTOS DE MINHA VIDA

1.1 PRIMEIRO EPISÓDIO
Eu, Paulo César da Silva em minha vida, posso dizer que um dos momentos mais marcantes, acredito ter sido fazer meu curso de graduação na área de matemática, pois a mesma, sempre exerceu sobre mim, fascínio, curiosidade e interesse em dominá-la desde os meus tempos de aluno no ensino fundamental e médio, pois responder a perguntas como: para que serve a matemática? Por que aprender todo esse conteúdo de matemática na escola? Como aplicar corretamente a matemática no dia-a-dia? Como transmitir os conhecimentos matemáticos em sala de aula? Sempre foram meus anseios, visto que na época, embora já exercesse a atividade docente, tinha muitas dúvidas e a necessidade de ampliar minha compreensão e habilidade nessa área de conhecimentos.
Segundo o famoso e ilustre matemático francês, também conhecido como “o pai da matemática moderna,” Renê Descartes, “a aplicação da matemática no cotidiano ocorre como resultado do desenvolvimento e do aprofundamento de certos conceitos nela presentes, como em todas as áreas de estudo, para entender matemática, é necessário dedicação e muito estudo.”
Com esta concepção, de que é na prática que se constrói o conhecimento, passei quatro anos de minha vida, dedicando-me ao estudo da matemática, para umamelhor atuação como professor e também como cidadão atuante em uma sociedade complexa e em constante transformação.
1.2. SEGUNDO EPISÓDIO
Outro momento que merece destaque em minha vida, é a minha prática como educador, desde meus vinte anos tenho me dedicado arduamente a esta profissão, procurando levar a meus alunos conhecimento, interesse pela aprendizagem e também compromisso com um mundo melhor, cheio de paz, com melhores indicadores sociais na educação, saúde, desemprego, moradia, distribuição de renda etc.
Paulo Freire em seu livro intitulado Pedagogia da Autonomia diz que; “como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.” Em outro momento, nos remete a uma aprendizagem significativa que ultrapasse as barreiras do poder dominante quando nos diz que; “ensinar e educar é muito mais do que puramente treinar, instruir e transmitir conhecimentos.”
Não poderia deixar de mencionar um dos pensadores que muito gosto de citar como referência, o filósofo suíço, Jean Jaques Rousseau, que em sua sabedoria disse que; “o homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros.”
Então, inspirados por estes pesadores e muitos outros, tenho tentado levar a meus queridos e estimados alunos, uma educação que os ajude na construção de um futuro melhor para cada um deles. A curiosidade, a busca pela aprendizagem e a liberdade de expressão tem sido meus pensamentos guias para uma educação de qualidade.
2. COMENTÁROS CRÍTICOS
Sabe-se que o educador é de certa,forma formador de opiniões, e por isso sempre deverá estudar e se apropriar de várias tendências e correntes pedagógicas para ter um posicionamento claro de direcionamento quanto aos inúmeros obstáculos que esta profissão exige de cada um de nós. Questões como; a desvalorização do magistério no Brasil, os baixos salários, a falta de boa infraestrutura para uma educação de qualidade, as péssimas condições das escolas públicas brasileiras, tudo isso, são indicadores que levam a muitos professores a desistirem da profissão.
Por tudo isso e muito mais, torna-se indispensável ao profissional da educação que se coloque como educador-pesquisador no processo educativo refletindo criticamente, sobre sua própria práticaeducacional enquanto agente de transformação social, definindo para si mesmo que tipo de docente pretende ser e atuar juntos aos seus alunos e a sociedade a qual faz parte. Definir se vai apenas reproduzir o modelo educacional ditado pelas classes dominantes ou se vai usar sua ação pedagógica para transformar em meios quantitativos para um bom desenvolvimento na ação escolar esse modelo dominante existente.
Outro saber de que o professor não pode abrir mão, é o fato de que a educação é o principal mecanismo para uma transformação das estruturas da sociedade, sendo assim, uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Pois a mesma não pode ser apenas reprodutora nem tão pouco apenas desmascarar os grupos que detém o poder e sim, ser capaz de intervir para uma mudança nos paradigmas criados e controlados pela elite da ideologia dominante.
Com a concepção de que o todo ensino precisa ser baseado em evidências, fatos reais e experiências pessoais e coletivas. Dentro dessa concepção, o professor é um profissional que coleta informações sobre seus alunos e as interpreta a partir da pesquisa e do seu conhecimento científico, afim de planejar e aperfeiçoar constantemente seu programa de ensino, para então, servir de luz e guia de inspiração para seus discentes, levando-os a desenvolverem suas opiniões críticas, diante de uma sociedade complexa e antagônica.
A educação e o desenvolvimento da inteligência nos seres humanos têm sido muito estudados, por diversos pensadores da educação ao longo da história. Segundo o senso comum, a inteligência é um dom, um potencial determinado pela natureza humana, de acordo os inatistas, algo inato. Já a educação pode se desenvolver, quanto melhor a educação, quanto mais variadas as oportunidades, maior será o desenvolvimento natural da inteligência.
Portanto, cabe a este profissional, ser um educador que lute contra qualquer forma de discriminação, assim como não posso, ser um professor sem me achar capacitado para ensinar certo e bem os conteúdos de minha disciplina, não sepode, por outro lado, reduzir a prática docente ao puro ensino dos conteúdos, muitas vezes até distantes da realidade, esse é o momento que a atividade pedagógicase torna muito mais importante, é quando o educador dá testemunho ético dos  valores   indispensáveis a uma sociedade politizada e bem educada.
3. TEORIAS PRÓPRIAS
Quando se fala em educação, torna-se indispensáveis não observar muito atentamente, o que muitos estudiosos já falaram e escreveram a respeito do assunto, pois se trata de um vasto caminho, com uma longa e grandiosa jornada de muitos estudos, pesquisas e reflexões que nos remete a várias tendências e diferentes correntes pedagógicas que nos auxiliam na aquisição de concepções para uma melhor e eficaz prática educativa.
A relação com o processo de ensino-aprendizagem das novas gerações sempre foi cheio de obstáculos para serem superados ao longo da história humana, necessitando assim, uma orientação de pesquisadores especializados contendo um grau maior de compreensão e entendimento, diante de uma complexidade tão grande, como é o caso da educação.
Numa sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários existente em outras partes do mundo, o processo educacional é responsabilidade de todos os cidadãos que compõe uma sociedade, embora o poder executivo, ou seja, o poder do estado, tema obrigação e o dever de facilitar esse processo, através de leis, repasses de recursos, investimentos nos projetos educacionais e na formação de educadores para que se tenha uma educação de qualidade.
Portanto, cabe ao governo o papel de assegurar que o processo democrático se desenvolva de modo que os entraves diminuam cada vez mais. É papel do estado investir nas escolas, para que ela prepare e instrumentalize crianças, jovens e adultos não alfabetizados para o processo democrático, dando a estes, o acesso à educação de qualidade e às possibilidades de participação social.
Para exercer corretamente sua cidadania, é essencial que o indivíduo tenha acesso à totalidade dos recursos culturais relevantes para a intervenção e a participação responsável na vida social. O domínio da língua escrita e falada, os princípios básicos da matemática e das ciências humanas, das tecnologias da informática, tudo isso são saberes indispensáveis, para que cada cidadão possa ser capaz de refletir e ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Essas exigências apontam a relevância de discussões sobre a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos, a recusa categórica de formas de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. Cabe ao campo educacional propiciar aos alunos as capacidades de vivenciar as diferentes formas de inserção sociopolítica e cultural, neste contexto, apresenta-se para a escola, a necessidade de assumir-se como espaço social de construção dos significados éticos necessários e construtivos de toda e qualquer ação de cidadania.
Como se pode ver nos parágrafos acima, a escola tem uma grande função social, no mundo contemporâneo em que vivemos, então, voltamos ao caso do professor, que para atender toda essa necessidade, imposta pela sociedade atual, é de fundamental importância que este se dedique o máximo possível na aquisição de novosconhecimentos e habilidades e os converta em resultados positivos e perceptivos aos anseios de nossa sociedade.
4. MINHA AVALIAÇÃO CRÍTICA
Em um mundo cheio de transformações, que as mudanças acontecem constantemente, é necessário que a inserção no mundo do trabalho e do consumo, o cuidado com o próprio corpo e com a saúde, a educação sexual, a preservação do meio ambiente e o pluralismo de idéias são temas que no passado não tinha tanta importância, mas que hoje ganha um papel fundamental e de destaque no cenário social e educacional em todo o mundo contemporâneo. Nesse sentido, é papel preponderante de cada centro de ensino propiciar o domínio dos recursos capazes de levar á discussão dessas formas e sua utilização crítica na perspectiva da participação social e política.
A escola como centro de formação do futuro e do presente, cabe a ela se desenvolver cada dia mais, para melhor atender toda essa clientela que anseia por uma melhor compreensão e aquisição de todo esse rol de conhecimentos necessários e indispensáveis à vida de ser humano, que o sistema educacional, jamais pode se negar ou deixar de fornecer a esses indivíduos, para que possam viver de forma livre e conhecedores de seus direitos e deveres sociais e ambientais para a construção de um mundo saudável e sustentável.
As escolas devem criar projetos que visem o aprimoramento e consolidação dos conhecimentos transversais, que nos dias atuais, são tão importantes, quanto aqueles que são tidos como indispensáveis a cada indivíduo, pois cada escola deve trabalhar esses temas ao longo do ano letivo para alcançar bons resultados, do contrário, estará formando cidadãos sem a devida compreensão social, para atuarem de forma crítica e saudável, em um mundo, que necessita cada vez mais, de profissionais qualificados e aptos para contribuir com uma sociedade educada e democrática.
Para tanto, é necessário que, no processo de ensino e aprendizagem, sejam exploradas: a aprendizagem de metodologias capazes de priorizar a construção de estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do conhecimento, a construção de argumentação capaz de controlar os resultados desse processo, o desenvolvimento do espírito crítico capaz de favorecer a criatividade, a compreensão dos limites e alcances lógicos das experiências propostas.
Além disso, é necessário ter em conta uma dinâmica de ensino que favoreça não só o descobrimento das potencialidades do trabalho individual, mas também, e sobretudo, do trabalho coletivo. Isso implica o estímulo à autonomia do sujeito, desenvolvendo o sentimento de segurança em relação às suas próprias capacidades, interagindo de modo orgânico e integrado num trabalho de equipe e adequado, sendo capaz de atuar em níveis de interlocução mais complexos e diferenciados.
A essas novas relações entre conhecimento e trabalho exigem capacidade de iniciativa e inovação e, mais do que nunca, “aprender a aprender”. Isso coloca novas demandas para a escola brasileira, a educação básica tem assim, a função de garantir condições para que o aluno construa instrumentos que o capacitem para um processo de educação permanente.
5. MINHA SÍNTESE FINAL
Observou-seem toda a abordagem sobre a importância da educação, para se ter um mundo com melhores indicadores sociais no que desrespeito ao trabalho individual e coletivo, a saúde do homem e do planeta, as tecnologias e as novas concepções no campo educacional, forma um conjunto de regra e saberes necessários, para que um dia se possa ter uma sociedade mais justa e solidária, onde os valores éticos de cada nação estejam voltados para o ser humano.
Neste contexto, é de fundamental importância que os governos se esforcem na construção e no aprimoramento de novos modelos de educacionais, baseados nos princípios da igualdade,da fraternidade, da solidariedade, da promoção e valorização da vida, enfim, que fossem de encontro ao verdadeiros valores que saciam e mata a fome de todo um povo, dando assim, a verdadeira importância à vida merece.
É importante ressaltar que muito tem sido feito, pelos sistemas educacionais para alcançar melhores índices na condição de vida de muita gente, embora muito ainda tem-se por fazer, mas podemos dizer, que de certa forma, muitos educadores tem trabalhado arduamente para que o mundo seja melhor, dando o melhor de si para formar cidadãos conscientes e aptos para atuarem de forma crítica e responsável em nossa sociedade.
O importante, não resta dúvida, não é parar ou acomodar-se com os resultados que já se conseguiu, mas continuar lutando para quem sabe um dia, as futuras gerações possam desfrutar do esforço feito nos dias de hoje, pois a transmissão, o ensino e a consolidação dos conhecimentos e valores relevantes a nossa sociedade, dependem da boa conduta, capacidade e habilidade do educador do século XXI.









1.1 PRIMEIRO EPISÓDIO
Eu, Paulo César da Silva em minha vida, posso dizer que um dos momentos mais marcantes, acredito ter sido fazer meu curso de graduação na área de matemática, pois a mesma, sempre exerceu sobre mim, fascínio, curiosidade e interesse em dominá-la desde os meus tempos de aluno no ensino fundamental e médio, pois responder a perguntas como: para que serve a matemática? Por que aprender todo esse conteúdo de matemática na escola? Como aplicar corretamente a matemática no dia-a-dia? Como transmitir os conhecimentos matemáticos em sala de aula? Sempre foram meus anseios, visto que na época, embora já exercesse a atividade docente, tinha muitas dúvidas e a necessidade de ampliar minha compreensão e habilidade nessa área de conhecimentos.
Segundo o famoso e ilustre matemático francês, também conhecido como “o pai da matemática moderna,” Renê Descartes, “a aplicação da matemática no cotidiano ocorre como resultado do desenvolvimento e do aprofundamento de certos conceitos nela presentes, como em todas as áreas de estudo, para entender matemática, é necessário dedicação e muito estudo.”
Com esta concepção, de que é na prática que se constrói o conhecimento, passei quatro anos de minha vida, dedicando-me ao estudo da matemática, para umamelhor atuação como professor e também como cidadão atuante em uma sociedade complexa e em constante transformação.
1.2. SEGUNDO EPISÓDIO
Outro momento que merece destaque em minha vida, é a minha prática como educador, desde meus vinte anos tenho me dedicado arduamente a esta profissão, procurando levar a meus alunos conhecimento, interesse pela aprendizagem e também compromisso com um mundo melhor, cheio de paz, com melhores indicadores sociais na educação, saúde, desemprego, moradia, distribuição de renda etc.
Paulo Freire em seu livro intitulado Pedagogia da Autonomia diz que; “como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.” Em outro momento, nos remete a uma aprendizagem significativa que ultrapasse as barreiras do poder dominante quando nos diz que; “ensinar e educar é muito mais do que puramente treinar, instruir e transmitir conhecimentos.”
Não poderia deixar de mencionar um dos pensadores que muito gosto de citar como referência, o filósofo suíço, Jean Jaques Rousseau, que em sua sabedoria disse que; “o homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros.”
Então, inspirados por estes pesadores e muitos outros, tenho tentado levar a meus queridos e estimados alunos, uma educação que os ajude na construção de um futuro melhor para cada um deles. A curiosidade, a busca pela aprendizagem e a liberdade de expressão tem sido meus pensamentos guias para uma educação de qualidade.
2. COMENTÁROS CRÍTICOS
Sabe-se que o educador é de certa,forma formador de opiniões, e por isso sempre deverá estudar e se apropriar de várias tendências e correntes pedagógicas para ter um posicionamento claro de direcionamento quanto aos inúmeros obstáculos que esta profissão exige de cada um de nós. Questões como; a desvalorização do magistério no Brasil, os baixos salários, a falta de boa infraestrutura para uma educação de qualidade, as péssimas condições das escolas públicas brasileiras, tudo isso, são indicadores que levam a muitos professores a desistirem da profissão.
Por tudo isso e muito mais, torna-se indispensável ao profissional da educação que se coloque como educador-pesquisador no processo educativo refletindo criticamente, sobre sua própria práticaeducacional enquanto agente de transformação social, definindo para si mesmo que tipo de docente pretende ser e atuar juntos aos seus alunos e a sociedade a qual faz parte. Definir se vai apenas reproduzir o modelo educacional ditado pelas classes dominantes ou se vai usar sua ação pedagógica para transformar em meios quantitativos para um bom desenvolvimento na ação escolar esse modelo dominante existente.
Outro saber de que o professor não pode abrir mão, é o fato de que a educação é o principal mecanismo para uma transformação das estruturas da sociedade, sendo assim, uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Pois a mesma não pode ser apenas reprodutora nem tão pouco apenas desmascarar os grupos que detém o poder e sim, ser capaz de intervir para uma mudança nos paradigmas criados e controlados pela elite da ideologia dominante.
Com a concepção de que o todo ensino precisa ser baseado em evidências, fatos reais e experiências pessoais e coletivas. Dentro dessa concepção, o professor é um profissional que coleta informações sobre seus alunos e as interpreta a partir da pesquisa e do seu conhecimento científico, afim de planejar e aperfeiçoar constantemente seu programa de ensino, para então, servir de luz e guia de inspiração para seus discentes, levando-os a desenvolverem suas opiniões críticas, diante de uma sociedade complexa e antagônica.
A educação e o desenvolvimento da inteligência nos seres humanos têm sido muito estudados, por diversos pensadores da educação ao longo da história. Segundo o senso comum, a inteligência é um dom, um potencial determinado pela natureza humana, de acordo os inatistas, algo inato. Já a educação pode se desenvolver, quanto melhor a educação, quanto mais variadas as oportunidades, maior será o desenvolvimento natural da inteligência.
Portanto, cabe a este profissional, ser um educador que lute contra qualquer forma de discriminação, assim como não posso, ser um professor sem me achar capacitado para ensinar certo e bem os conteúdos de minha disciplina, não sepode, por outro lado, reduzir a prática docente ao puro ensino dos conteúdos, muitas vezes até distantes da realidade, esse é o momento que a atividade pedagógicase torna muito mais importante, é quando o educador dá testemunho ético dos  valores   indispensáveis a uma sociedade politizada e bem educada.
3. TEORIAS PRÓPRIAS
Quando se fala em educação, torna-se indispensáveis não observar muito atentamente, o que muitos estudiosos já falaram e escreveram a respeito do assunto, pois se trata de um vasto caminho, com uma longa e grandiosa jornada de muitos estudos, pesquisas e reflexões que nos remete a várias tendências e diferentes correntes pedagógicas que nos auxiliam na aquisição de concepções para uma melhor e eficaz prática educativa.
A relação com o processo de ensino-aprendizagem das novas gerações sempre foi cheio de obstáculos para serem superados ao longo da história humana, necessitando assim, uma orientação de pesquisadores especializados contendo um grau maior de compreensão e entendimento, diante de uma complexidade tão grande, como é o caso da educação.
Numa sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários existente em outras partes do mundo, o processo educacional é responsabilidade de todos os cidadãos que compõe uma sociedade, embora o poder executivo, ou seja, o poder do estado, tema obrigação e o dever de facilitar esse processo, através de leis, repasses de recursos, investimentos nos projetos educacionais e na formação de educadores para que se tenha uma educação de qualidade.
Portanto, cabe ao governo o papel de assegurar que o processo democrático se desenvolva de modo que os entraves diminuam cada vez mais. É papel do estado investir nas escolas, para que ela prepare e instrumentalize crianças, jovens e adultos não alfabetizados para o processo democrático, dando a estes, o acesso à educação de qualidade e às possibilidades de participação social.
Para exercer corretamente sua cidadania, é essencial que o indivíduo tenha acesso à totalidade dos recursos culturais relevantes para a intervenção e a participação responsável na vida social. O domínio da língua escrita e falada, os princípios básicos da matemática e das ciências humanas, das tecnologias da informática, tudo isso são saberes indispensáveis, para que cada cidadão possa ser capaz de refletir e ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Essas exigências apontam a relevância de discussões sobre a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos, a recusa categórica de formas de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. Cabe ao campo educacional propiciar aos alunos as capacidades de vivenciar as diferentes formas de inserção sociopolítica e cultural, neste contexto, apresenta-se para a escola, a necessidade de assumir-se como espaço social de construção dos significados éticos necessários e construtivos de toda e qualquer ação de cidadania.
Como se pode ver nos parágrafos acima, a escola tem uma grande função social, no mundo contemporâneo em que vivemos, então, voltamos ao caso do professor, que para atender toda essa necessidade, imposta pela sociedade atual, é de fundamental importância que este se dedique o máximo possível na aquisição de novosconhecimentos e habilidades e os converta em resultados positivos e perceptivos aos anseios de nossa sociedade.
4. MINHA AVALIAÇÃO CRÍTICA
Em um mundo cheio de transformações, que as mudanças acontecem constantemente, é necessário que a inserção no mundo do trabalho e do consumo, o cuidado com o próprio corpo e com a saúde, a educação sexual, a preservação do meio ambiente e o pluralismo de idéias são temas que no passado não tinha tanta importância, mas que hoje ganha um papel fundamental e de destaque no cenário social e educacional em todo o mundo contemporâneo. Nesse sentido, é papel preponderante de cada centro de ensino propiciar o domínio dos recursos capazes de levar á discussão dessas formas e sua utilização crítica na perspectiva da participação social e política.
A escola como centro de formação do futuro e do presente, cabe a ela se desenvolver cada dia mais, para melhor atender toda essa clientela que anseia por uma melhor compreensão e aquisição de todo esse rol de conhecimentos necessários e indispensáveis à vida de ser humano, que o sistema educacional, jamais pode se negar ou deixar de fornecer a esses indivíduos, para que possam viver de forma livre e conhecedores de seus direitos e deveres sociais e ambientais para a construção de um mundo saudável e sustentável.
As escolas devem criar projetos que visem o aprimoramento e consolidação dos conhecimentos transversais, que nos dias atuais, são tão importantes, quanto aqueles que são tidos como indispensáveis a cada indivíduo, pois cada escola deve trabalhar esses temas ao longo do ano letivo para alcançar bons resultados, do contrário, estará formando cidadãos sem a devida compreensão social, para atuarem de forma crítica e saudável, em um mundo, que necessita cada vez mais, de profissionais qualificados e aptos para contribuir com uma sociedade educada e democrática.
Para tanto, é necessário que, no processo de ensino e aprendizagem, sejam exploradas: a aprendizagem de metodologias capazes de priorizar a construção de estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do conhecimento, a construção de argumentação capaz de controlar os resultados desse processo, o desenvolvimento do espírito crítico capaz de favorecer a criatividade, a compreensão dos limites e alcances lógicos das experiências propostas.
Além disso, é necessário ter em conta uma dinâmica de ensino que favoreça não só o descobrimento das potencialidades do trabalho individual, mas também, e sobretudo, do trabalho coletivo. Isso implica o estímulo à autonomia do sujeito, desenvolvendo o sentimento de segurança em relação às suas próprias capacidades, interagindo de modo orgânico e integrado num trabalho de equipe e adequado, sendo capaz de atuar em níveis de interlocução mais complexos e diferenciados.
A essas novas relações entre conhecimento e trabalho exigem capacidade de iniciativa e inovação e, mais do que nunca, “aprender a aprender”. Isso coloca novas demandas para a escola brasileira, a educação básica tem assim, a função de garantir condições para que o aluno construa instrumentos que o capacitem para um processo de educação permanente.
5. MINHA SÍNTESE FINAL
Observou-seem toda a abordagem sobre a importância da educação, para se ter um mundo com melhores indicadores sociais no que desrespeito ao trabalho individual e coletivo, a saúde do homem e do planeta, as tecnologias e as novas concepções no campo educacional, forma um conjunto de regra e saberes necessários, para que um dia se possa ter uma sociedade mais justa e solidária, onde os valores éticos de cada nação estejam voltados para o ser humano.
Neste contexto, é de fundamental importância que os governos se esforcem na construção e no aprimoramento de novos modelos de educacionais, baseados nos princípios da igualdade,da fraternidade, da solidariedade, da promoção e valorização da vida, enfim, que fossem de encontro ao verdadeiros valores que saciam e mata a fome de todo um povo, dando assim, a verdadeira importância à vida merece.
É importante ressaltar que muito tem sido feito, pelos sistemas educacionais para alcançar melhores índices na condição de vida de muita gente, embora muito ainda tem-se por fazer, mas podemos dizer, que de certa forma, muitos educadores tem trabalhado arduamente para que o mundo seja melhor, dando o melhor de si para formar cidadãos conscientes e aptos para atuarem de forma crítica e responsável em nossa sociedade.
O importante, não resta dúvida, não é parar ou acomodar-se com os resultados que já se conseguiu, mas continuar lutando para quem sabe um dia, as futuras gerações possam desfrutar do esforço feito nos dias de hoje, pois a transmissão, o ensino e a consolidação dos conhecimentos e valores relevantes a nossa sociedade, dependem da boa conduta, capacidade e habilidade do educador do século XXI
1.1 PRIMEIRO EPISÓDIO
Eu, Paulo César da Silva em minha vida, posso dizer que um dos momentos mais marcantes, acredito ter sido fazer meu curso de graduação na área de matemática, pois a mesma, sempre exerceu sobre mim, fascínio, curiosidade e interesse em dominá-la desde os meus tempos de aluno no ensino fundamental e médio, pois responder a perguntas como: para que serve a matemática? Por que aprender todo esse conteúdo de matemática na escola? Como aplicar corretamente a matemática no dia-a-dia? Como transmitir os conhecimentos matemáticos em sala de aula? Sempre foram meus anseios, visto que na época, embora já exercesse a atividade docente, tinha muitas dúvidas e a necessidade de ampliar minha compreensão e habilidade nessa área de conhecimentos.
Segundo o famoso e ilustre matemático francês, também conhecido como “o pai da matemática moderna,” Renê Descartes, “a aplicação da matemática no cotidiano ocorre como resultado do desenvolvimento e do aprofundamento de certos conceitos nela presentes, como em todas as áreas de estudo, para entender matemática, é necessário dedicação e muito estudo.”
Com esta concepção, de que é na prática que se constrói o conhecimento, passei quatro anos de minha vida, dedicando-me ao estudo da matemática, para umamelhor atuação como professor e também como cidadão atuante em uma sociedade complexa e em constante transformação.
1.2. SEGUNDO EPISÓDIO
Outro momento que merece destaque em minha vida, é a minha prática como educador, desde meus vinte anos tenho me dedicado arduamente a esta profissão, procurando levar a meus alunos conhecimento, interesse pela aprendizagem e também compromisso com um mundo melhor, cheio de paz, com melhores indicadores sociais na educação, saúde, desemprego, moradia, distribuição de renda etc.
Paulo Freire em seu livro intitulado Pedagogia da Autonomia diz que; “como professor devo saber que sem a curiosidade que me move, que me inquieta, que me insere na busca, não aprendo nem ensino.” Em outro momento, nos remete a uma aprendizagem significativa que ultrapasse as barreiras do poder dominante quando nos diz que; “ensinar e educar é muito mais do que puramente treinar, instruir e transmitir conhecimentos.”
Não poderia deixar de mencionar um dos pensadores que muito gosto de citar como referência, o filósofo suíço, Jean Jaques Rousseau, que em sua sabedoria disse que; “o homem nasce livre, e em toda parte é posto a ferros.”
Então, inspirados por estes pesadores e muitos outros, tenho tentado levar a meus queridos e estimados alunos, uma educação que os ajude na construção de um futuro melhor para cada um deles. A curiosidade, a busca pela aprendizagem e a liberdade de expressão tem sido meus pensamentos guias para uma educação de qualidade.
2. COMENTÁROS CRÍTICOS
Sabe-se que o educador é de certa,forma formador de opiniões, e por isso sempre deverá estudar e se apropriar de várias tendências e correntes pedagógicas para ter um posicionamento claro de direcionamento quanto aos inúmeros obstáculos que esta profissão exige de cada um de nós. Questões como; a desvalorização do magistério no Brasil, os baixos salários, a falta de boa infraestrutura para uma educação de qualidade, as péssimas condições das escolas públicas brasileiras, tudo isso, são indicadores que levam a muitos professores a desistirem da profissão.
Por tudo isso e muito mais, torna-se indispensável ao profissional da educação que se coloque como educador-pesquisador no processo educativo refletindo criticamente, sobre sua própria práticaeducacional enquanto agente de transformação social, definindo para si mesmo que tipo de docente pretende ser e atuar juntos aos seus alunos e a sociedade a qual faz parte. Definir se vai apenas reproduzir o modelo educacional ditado pelas classes dominantes ou se vai usar sua ação pedagógica para transformar em meios quantitativos para um bom desenvolvimento na ação escolar esse modelo dominante existente.
Outro saber de que o professor não pode abrir mão, é o fato de que a educação é o principal mecanismo para uma transformação das estruturas da sociedade, sendo assim, uma forma de intervenção no mundo. Intervenção que além do conhecimento dos conteúdos bem ou mal ensinados e aprendidos implica tanto o esforço de reprodução da ideologia dominante quanto o seu desmascaramento. Pois a mesma não pode ser apenas reprodutora nem tão pouco apenas desmascarar os grupos que detém o poder e sim, ser capaz de intervir para uma mudança nos paradigmas criados e controlados pela elite da ideologia dominante.
Com a concepção de que o todo ensino precisa ser baseado em evidências, fatos reais e experiências pessoais e coletivas. Dentro dessa concepção, o professor é um profissional que coleta informações sobre seus alunos e as interpreta a partir da pesquisa e do seu conhecimento científico, afim de planejar e aperfeiçoar constantemente seu programa de ensino, para então, servir de luz e guia de inspiração para seus discentes, levando-os a desenvolverem suas opiniões críticas, diante de uma sociedade complexa e antagônica.
A educação e o desenvolvimento da inteligência nos seres humanos têm sido muito estudados, por diversos pensadores da educação ao longo da história. Segundo o senso comum, a inteligência é um dom, um potencial determinado pela natureza humana, de acordo os inatistas, algo inato. Já a educação pode se desenvolver, quanto melhor a educação, quanto mais variadas as oportunidades, maior será o desenvolvimento natural da inteligência.
Portanto, cabe a este profissional, ser um educador que lute contra qualquer forma de discriminação, assim como não posso, ser um professor sem me achar capacitado para ensinar certo e bem os conteúdos de minha disciplina, não sepode, por outro lado, reduzir a prática docente ao puro ensino dos conteúdos, muitas vezes até distantes da realidade, esse é o momento que a atividade pedagógicase torna muito mais importante, é quando o educador dá testemunho ético dos  valores   indispensáveis a uma sociedade politizada e bem educada.
3. TEORIAS PRÓPRIAS
Quando se fala em educação, torna-se indispensáveis não observar muito atentamente, o que muitos estudiosos já falaram e escreveram a respeito do assunto, pois se trata de um vasto caminho, com uma longa e grandiosa jornada de muitos estudos, pesquisas e reflexões que nos remete a várias tendências e diferentes correntes pedagógicas que nos auxiliam na aquisição de concepções para uma melhor e eficaz prática educativa.
A relação com o processo de ensino-aprendizagem das novas gerações sempre foi cheio de obstáculos para serem superados ao longo da história humana, necessitando assim, uma orientação de pesquisadores especializados contendo um grau maior de compreensão e entendimento, diante de uma complexidade tão grande, como é o caso da educação.
Numa sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários existente em outras partes do mundo, o processo educacional é responsabilidade de todos os cidadãos que compõe uma sociedade, embora o poder executivo, ou seja, o poder do estado, tema obrigação e o dever de facilitar esse processo, através de leis, repasses de recursos, investimentos nos projetos educacionais e na formação de educadores para que se tenha uma educação de qualidade.
Portanto, cabe ao governo o papel de assegurar que o processo democrático se desenvolva de modo que os entraves diminuam cada vez mais. É papel do estado investir nas escolas, para que ela prepare e instrumentalize crianças, jovens e adultos não alfabetizados para o processo democrático, dando a estes, o acesso à educação de qualidade e às possibilidades de participação social.
Para exercer corretamente sua cidadania, é essencial que o indivíduo tenha acesso à totalidade dos recursos culturais relevantes para a intervenção e a participação responsável na vida social. O domínio da língua escrita e falada, os princípios básicos da matemática e das ciências humanas, das tecnologias da informática, tudo isso são saberes indispensáveis, para que cada cidadão possa ser capaz de refletir e ajudar na construção de uma sociedade mais justa e igualitária.
Essas exigências apontam a relevância de discussões sobre a dignidade do ser humano, a igualdade de direitos, a recusa categórica de formas de discriminação, a importância da solidariedade e do respeito. Cabe ao campo educacional propiciar aos alunos as capacidades de vivenciar as diferentes formas de inserção sociopolítica e cultural, neste contexto, apresenta-se para a escola, a necessidade de assumir-se como espaço social de construção dos significados éticos necessários e construtivos de toda e qualquer ação de cidadania.
Como se pode ver nos parágrafos acima, a escola tem uma grande função social, no mundo contemporâneo em que vivemos, então, voltamos ao caso do professor, que para atender toda essa necessidade, imposta pela sociedade atual, é de fundamental importância que este se dedique o máximo possível na aquisição de novosconhecimentos e habilidades e os converta em resultados positivos e perceptivos aos anseios de nossa sociedade.
4. MINHA AVALIAÇÃO CRÍTICA
Em um mundo cheio de transformações, que as mudanças acontecem constantemente, é necessário que a inserção no mundo do trabalho e do consumo, o cuidado com o próprio corpo e com a saúde, a educação sexual, a preservação do meio ambiente e o pluralismo de idéias são temas que no passado não tinha tanta importância, mas que hoje ganha um papel fundamental e de destaque no cenário social e educacional em todo o mundo contemporâneo. Nesse sentido, é papel preponderante de cada centro de ensino propiciar o domínio dos recursos capazes de levar á discussão dessas formas e sua utilização crítica na perspectiva da participação social e política.
A escola como centro de formação do futuro e do presente, cabe a ela se desenvolver cada dia mais, para melhor atender toda essa clientela que anseia por uma melhor compreensão e aquisição de todo esse rol de conhecimentos necessários e indispensáveis à vida de ser humano, que o sistema educacional, jamais pode se negar ou deixar de fornecer a esses indivíduos, para que possam viver de forma livre e conhecedores de seus direitos e deveres sociais e ambientais para a construção de um mundo saudável e sustentável.
As escolas devem criar projetos que visem o aprimoramento e consolidação dos conhecimentos transversais, que nos dias atuais, são tão importantes, quanto aqueles que são tidos como indispensáveis a cada indivíduo, pois cada escola deve trabalhar esses temas ao longo do ano letivo para alcançar bons resultados, do contrário, estará formando cidadãos sem a devida compreensão social, para atuarem de forma crítica e saudável, em um mundo, que necessita cada vez mais, de profissionais qualificados e aptos para contribuir com uma sociedade educada e democrática.
Para tanto, é necessário que, no processo de ensino e aprendizagem, sejam exploradas: a aprendizagem de metodologias capazes de priorizar a construção de estratégias de verificação e comprovação de hipóteses na construção do conhecimento, a construção de argumentação capaz de controlar os resultados desse processo, o desenvolvimento do espírito crítico capaz de favorecer a criatividade, a compreensão dos limites e alcances lógicos das experiências propostas.
Além disso, é necessário ter em conta uma dinâmica de ensino que favoreça não só o descobrimento das potencialidades do trabalho individual, mas também, e sobretudo, do trabalho coletivo. Isso implica o estímulo à autonomia do sujeito, desenvolvendo o sentimento de segurança em relação às suas próprias capacidades, interagindo de modo orgânico e integrado num trabalho de equipe e adequado, sendo capaz de atuar em níveis de interlocução mais complexos e diferenciados.
A essas novas relações entre conhecimento e trabalho exigem capacidade de iniciativa e inovação e, mais do que nunca, “aprender a aprender”. Isso coloca novas demandas para a escola brasileira, a educação básica tem assim, a função de garantir condições para que o aluno construa instrumentos que o capacitem para um processo de educação permanente.
5. MINHA SÍNTESE FINAL
Observou-seem toda a abordagem sobre a importância da educação, para se ter um mundo com melhores indicadores sociais no que desrespeito ao trabalho individual e coletivo, a saúde do homem e do planeta, as tecnologias e as novas concepções no campo educacional, forma um conjunto de regra e saberes necessários, para que um dia se possa ter uma sociedade mais justa e solidária, onde os valores éticos de cada nação estejam voltados para o ser humano.
Neste contexto, é de fundamental importância que os governos se esforcem na construção e no aprimoramento de novos modelos de educacionais, baseados nos princípios da igualdade,da fraternidade, da solidariedade, da promoção e valorização da vida, enfim, que fossem de encontro ao verdadeiros valores que saciam e mata a fome de todo um povo, dando assim, a verdadeira importância à vida merece.
É importante ressaltar que muito tem sido feito, pelos sistemas educacionais para alcançar melhores índices na condição de vida de muita gente, embora muito ainda tem-se por fazer, mas podemos dizer, que de certa forma, muitos educadores tem trabalhado arduamente para que o mundo seja melhor, dando o melhor de si para formar cidadãos conscientes e aptos para atuarem de forma crítica e responsável em nossa sociedade.
O importante, não resta dúvida, não é parar ou acomodar-se com os resultados que já se conseguiu, mas continuar lutando para quem sabe um dia, as futuras gerações possam desfrutar do esforço feito nos dias de hoje, pois a transmissão, o ensino e a consolidação dos conhecimentos e valores relevantes a nossa sociedade, dependem da boa conduta, capacidade e habilidade do educador do século XXI.