segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

A NOVA ESCOLA DISCUTE


O que falta para combater as faltas?

Reorganizar o trabalho e a carreira docente é uma das medidas para combater o alto índice de absenteísmo, que milhares de alunos.

Como em qualquer atividade profissional, muitos são os fatores que levam um docente a se ausentar do trabalho. Mas no Brasil o número de faltas no Magistério está longe de ser aceitável.                                                                                                                                             
Portanto, é urgente investigar as causas disso e buscar soluções para que os estudantes não sejam prejudicados.                                                                                                                                            A prova Brasil de 2009 nos dá uma dimensão do problema: 32,8% dos gestores disseram ter alguma dificuldade com o alto índice de ausência de professores. No mesmo ano, o programa internacional de alunos (Pisa, sigla em inglês) também comprovou com estamos longe do patamar ideal. Segundo  o levantamento, 30%  dos alunos brasileiros estão em escolas onde falta dos educadores  afeta a aprendizagem.                                                 

Em geral, quando esse cenário é analisado, a crítica real sobre os professores. No entanto, é fundamental  que os gestores prestem atenção nos motivos das faltas e avaliem  quais podem ser evitadas.  Um dado relevante é que muitas das justificativas são ligadas a saúde nessa área, a pesquisa  Condições de trabalho e suas Repercussões na saúde dos professores da educação Básica no brasil  indicou que problema de voz e transtornos psicológico, como estresse e síndrome de burnout -   caracterizada pela exaustão física e emocional -, são as doenças mais comuns entre os docentes. O estudo coordenado pela função Jorge Duprat Figueiredo de segurança e Medicina do trabalho (Funda centro), Foi realizado entre 2006  e 2010 em São Paulo, no Pará, no Mato Grosso do Sul, na Bahia, no Piauí e no Rio Grande do Sul.                          
Levantamentos como esses são raros e há redes que nem controlam as presenças. A Secretaria de Estado da Educação de Sergipe é uma delas: acompanha apenas os afastamentos e as licenças. Assim, torna-se impossível encontrar soluções. Mas também há controles mais precisos. O Rio de Janeiro é um desses e reconhece que o absenteísmo é grande. Só em maço, 11,6 mil e docentes faltaram -3,7 mil sem justificativa-e outros 7 mil estavam licenciados. Isso significa que aproximadamente 24 % dos educadores deixaram de dar aula no mês.   

 Outros estados perceberam que a maioria das ausências possui justificativa. Segundo a Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, entre 2008 e 2011, o percentual de faltas injustificadas por professores não chegou a 1% do total anual. E no Espiro Santo concluiu-se que 90% delas estão previstas em lei. São licenças-maternidade, afastamentos para estudos, atestados médico e dias abonados. Esses últimos merecem uma atenção especial. As faltas abonadas têm funcionado como (moeda de troca) nas negociações salariais, como beneficio para compensar a baixa remuneração. O problema não e exclusivo da educação, mas, quando uma categoria aceita esse tipo de contrapartida, contribui para a desvalorização da profissão ao passa a imagem de que sua presença não e fundamental para o trabalho.

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