O que falta para combater as faltas?
Reorganizar o trabalho e a carreira docente é
uma das medidas para combater o alto índice
de absenteísmo, que milhares de alunos.
Como em qualquer atividade profissional, muitos são os
fatores que levam um docente a se ausentar do trabalho. Mas no Brasil o número
de faltas no Magistério está longe de ser aceitável.
Portanto, é urgente investigar as causas disso e buscar
soluções para que os estudantes não sejam prejudicados. A
prova Brasil de 2009 nos dá uma dimensão do problema: 32,8% dos gestores
disseram ter alguma dificuldade com o alto índice de ausência de professores. No
mesmo ano, o programa internacional de alunos (Pisa, sigla em inglês) também
comprovou com estamos longe do patamar ideal. Segundo o levantamento, 30% dos alunos brasileiros estão em escolas onde
falta dos educadores afeta a
aprendizagem.
Em geral, quando esse cenário é analisado, a crítica real
sobre os professores. No entanto, é fundamental que os gestores prestem atenção nos motivos
das faltas e avaliem quais podem ser
evitadas. Um dado relevante é que muitas
das justificativas são ligadas a saúde nessa área, a pesquisa Condições
de trabalho e suas Repercussões na saúde dos professores da educação Básica no
brasil indicou que problema de voz e
transtornos psicológico, como estresse e síndrome de burnout - caracterizada pela exaustão física e
emocional -, são as doenças mais comuns entre os docentes. O estudo coordenado
pela função Jorge Duprat Figueiredo de segurança e Medicina do trabalho
(Funda centro), Foi realizado entre 2006
e 2010 em São Paulo, no Pará, no Mato Grosso do Sul, na Bahia, no Piauí
e no Rio Grande do Sul.
Levantamentos como esses são raros e há redes
que nem controlam as presenças. A Secretaria de Estado da Educação de Sergipe é
uma delas: acompanha apenas os afastamentos e as licenças. Assim, torna-se
impossível encontrar soluções. Mas também há controles mais precisos. O Rio de
Janeiro é um desses e reconhece que o absenteísmo é grande. Só em maço, 11,6
mil e docentes faltaram -3,7 mil sem justificativa-e outros 7 mil estavam licenciados.
Isso significa que aproximadamente 24 % dos educadores deixaram de dar aula no
mês.
Outros estados
perceberam que a maioria das ausências possui justificativa. Segundo a
Secretaria de Educação do Rio Grande do Sul, entre 2008 e 2011, o percentual de
faltas injustificadas por professores não chegou a 1% do total anual. E no
Espiro Santo concluiu-se que 90% delas estão previstas em lei. São
licenças-maternidade, afastamentos para estudos, atestados médico e dias
abonados. Esses últimos merecem uma atenção especial. As faltas abonadas têm
funcionado como (moeda de troca) nas negociações salariais, como beneficio para
compensar a baixa remuneração. O problema não e exclusivo da educação, mas,
quando uma categoria aceita esse tipo de contrapartida, contribui para a
desvalorização da profissão ao passa a imagem de que sua presença não e
fundamental para o trabalho.
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