quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

FAMÍLIA E ESCOLA UNIDAS PELA EDUCAÇÃO


Cada vez menos os pais participam da vida escolar dos filhos. Alegam falta de tempo, de paciência na hora das reuniões etc. Em alguns casos há pais que delegam à escola a “educação filhos” dos filhos, livrando-se da função fundamental da família, que é educar. Afinal, quais são os papéis de cada um?

A pedagoga e diretora de ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará diz que, atualmente se percebe que a maioria das famílias já não vê a escola como uma aliada. Muitas vezes enxergam-na como uma oponente que maltrata o filho, que lhe atribui notas baixas, que o persegue, que não ensina, que não educa. Na verdade as famílias deveriam ouvir a escola e respeitá-la.

Quando se enfatiza ouvir e respeitar não significa ser omisso ou acreditar que a escola sempre tem razão. Mas significa lançar um olhar de compromisso com a construção de uma educação de qualidade. Essa educação ideal perpassa a presença da família na escola, não somente em reuniões agendadas, mas estar na escola regularmente a fim de saber como o filho vai.

Cobrar do filho o gosto pelos estudos está intimamente ligado à forma como os pais se relacionam com a escola. Será que gosto da escola do meu filho? Conheço a proposta pedagógica da escola? Já conversei com seus professores, diretor, coordenador pedagógico? Respeito os profissionais que trabalham com meu filho? Quando a família cria um vínculo com a escola, o filho percebe a relação de confiança que os pais têm com a escola e até muda sua postura.

E O PROFESSOR?

A esse respeito o livro: O professor refém, de Tânia Zagury (2006) relata que hoje o professor se tornou refém em vários aspectos:

v  Do tempo que necessita, mas que não dispõe, par superar deficiências básicas de formação;

v  Da própria consciência que lhe revela sua importância para realizar uma avaliação qualitativa, tal qual se preconiza atualmente;

v  Dos alunos, que hoje os enfrentam e desafiam abertamente em muitos casos;

v  Da família dos alunos, que perdeu a autoridade sobre os filhos e pressiona a escola para fazê-lo em seu lugar;

v  Da sociedade, que volta e meia surpreende professores e gestores com medidas cautelares, mandados e processos.

 É nesse contexto que o professor se encontra atualmente, preso a uma situação desgastante, que está levando muitos profissionais a buscar ajuda psicológica.

DICAS PARA A FAMÍLIA

Escola a escola para seu filho levando em consideração a proposta pedagógica da escola, nível de formação dos profissionais. Converse e conheça o gestor, os professores que lidarão com seu filho. Informe-os de alguma dificuldade que ele tenha, seja ela cognitiva ou comportamental.

Respeite a instituição onde você matriculou seu filho, nunca a deprecie diante dele, procure sempre ouvir a escola, entendendo que seu filho está em processo de formação, e os profissionais que estão na escola são preparados para tal função.

Não se torne inconveniente: quando o professor estiver em sala de aula ou em uma festa, ou mesmo na rua evite falar da vida escolar do seu filho. Ligue para a escola, marque uma hora em que o professor não esteja em sala de aula, aproveite as reuniões pedagógicas e as reuniões de pais, momento em que você encontra todos os professores reunidos.

Nunca se espera de que seu filho não é perfeito. Ele erra e tem o direito de errar. Procure olhar a escola como uma parceira. Essa atitude ajuda muito no processo de formação de caráter.

DICAS PARA O PROFESSOR

Sempre trate o aluno com respeito, seja firme e mantenha a disciplina, pois ela é essencial para a aprendizagem. Lembre-se que disciplina se baseia numa relação de respeito e, não na concepção tradicional, na qual o professor era o dono da verdade e só ele falava.

Faça relatórios das aulas, para que tenha um suporte para possíveis justificativas sobre o comportamento do aluno.

Quando for conversar com o pai ou a mãe de aluno, sempre seja franco, sem ser agressivo. Procure ouvi-lo com atenção e depois faça suas colocações. Sempre mostre a ele que você está disposto a ajudar, mas que também precisa do apoio dele. Procure falar sobre aspectos positivos dos alunos. Lembre-se que as reuniões de pais não são apenas momentos para reclamações.

Quando família e escola dialogam, quem ganha é o filho/aluno, que, ao perceber uma coerência entre educação familiar e escolar, terá uma formação mais solida e eficiente.

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