Cada vez menos os pais
participam da vida escolar dos filhos. Alegam falta de tempo, de paciência na
hora das reuniões etc. Em alguns casos há pais que delegam à escola a “educação
filhos” dos filhos, livrando-se da função fundamental da família, que é educar.
Afinal, quais são os papéis de cada um?
A pedagoga e diretora de
ensino do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Pará diz que,
atualmente se percebe que a maioria das famílias já não vê a escola como uma
aliada. Muitas vezes enxergam-na como uma oponente que maltrata o filho, que
lhe atribui notas baixas, que o persegue, que não ensina, que não educa. Na
verdade as famílias deveriam ouvir a escola e respeitá-la.
Quando se enfatiza ouvir e respeitar não significa ser
omisso ou acreditar que a escola sempre tem razão. Mas significa lançar um
olhar de compromisso com a construção de uma educação de qualidade. Essa
educação ideal perpassa a presença da família na escola, não somente em
reuniões agendadas, mas estar na escola regularmente a fim de saber como o
filho vai.
Cobrar do filho o gosto
pelos estudos está intimamente ligado à forma como os pais se relacionam com a
escola. Será que gosto da escola do meu filho? Conheço a proposta pedagógica da
escola? Já conversei com seus professores, diretor, coordenador pedagógico?
Respeito os profissionais que trabalham com meu filho? Quando a família cria um
vínculo com a escola, o filho percebe a relação de confiança que os pais têm
com a escola e até muda sua postura.
E O PROFESSOR?
A esse respeito o livro: O professor refém, de Tânia Zagury
(2006) relata que hoje o professor se tornou refém em vários aspectos:
v Do
tempo que necessita, mas que não dispõe, par superar deficiências básicas de
formação;
v Da própria
consciência que lhe revela sua importância para realizar uma avaliação
qualitativa, tal qual se preconiza atualmente;
v Dos
alunos, que hoje os enfrentam e desafiam abertamente em muitos casos;
v Da
família dos alunos, que perdeu a autoridade sobre os filhos e pressiona a
escola para fazê-lo em seu lugar;
v Da
sociedade, que volta e meia surpreende professores e gestores com medidas
cautelares, mandados e processos.
É nesse contexto que o professor se encontra
atualmente, preso a uma situação desgastante, que está levando muitos
profissionais a buscar ajuda psicológica.
DICAS PARA A FAMÍLIA
Escola a escola para seu
filho levando em consideração a proposta pedagógica da escola, nível de
formação dos profissionais. Converse e conheça o gestor, os professores que
lidarão com seu filho. Informe-os de alguma dificuldade que ele tenha, seja ela
cognitiva ou comportamental.
Respeite a instituição onde
você matriculou seu filho, nunca a deprecie diante dele, procure sempre ouvir a
escola, entendendo que seu filho está em processo de formação, e os
profissionais que estão na escola são preparados para tal função.
Não se torne inconveniente:
quando o professor estiver em sala de aula ou em uma festa, ou mesmo na rua
evite falar da vida escolar do seu filho. Ligue para a escola, marque uma hora
em que o professor não esteja em sala de aula, aproveite as reuniões
pedagógicas e as reuniões de pais, momento em que você encontra todos os
professores reunidos.
Nunca se espera de que seu
filho não é perfeito. Ele erra e tem o direito de errar. Procure olhar a escola
como uma parceira. Essa atitude ajuda muito no processo de formação de caráter.
DICAS PARA O PROFESSOR
Sempre trate o aluno com
respeito, seja firme e mantenha a disciplina, pois ela é essencial para a
aprendizagem. Lembre-se que disciplina se baseia numa relação de respeito e,
não na concepção tradicional, na qual o professor era o dono da verdade e só
ele falava.
Faça relatórios das aulas,
para que tenha um suporte para possíveis justificativas sobre o comportamento
do aluno.
Quando for conversar com o
pai ou a mãe de aluno, sempre seja franco, sem ser agressivo. Procure ouvi-lo
com atenção e depois faça suas colocações. Sempre mostre a ele que você está
disposto a ajudar, mas que também precisa do apoio dele. Procure falar sobre
aspectos positivos dos alunos. Lembre-se que as reuniões de pais não são apenas
momentos para reclamações.
Quando família e escola
dialogam, quem ganha é o filho/aluno, que, ao perceber uma coerência entre
educação familiar e escolar, terá uma formação mais solida e eficiente.
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