Por que estudantes americanos sabem menos matemática, em média, do que os estudantes chineses, japonese, finlandeses, holandeses e canadenses? Essa pergunta incomoda cientistas americanos a 30 anos, pois a 30 anos os Estados Unidos tentam melhorar a educação matemática de suas crianças e seus jovens—sem sucesso. (estudantes americanos vão melhor que brasileiros em testes internacionais, mas vão pior que estudantes de países com boa tradição no ensino de matemática.) Todos acham que há vários motivos, mas haveria um motivo maior do que todos? Sim, haviam um motivo maior do que todos, dizem oito cientistas de sete universidades grandes, liderados por Robert Siegle, que é professor de ciência da cognição na universidade Carnegie Mellon.
Eis o motivo: os americanos não aprendem frações direito, assim como não aprendem direito a dividir um numero por outro. Robert e seus colegas examinaram dois bancos de dados, um dos Estados Unidos e um da Inglaterra, nos quais havia informações sobre 4.300 pessoas, tanto informações sobre quando elas eram crianças quanto as informações sobre quando eles estavam entrando na Universidade. Usando estatística Robert quis saber o que diferenciava os que iam bem nos estudos de matemática dos que iam mal. Não era a educação dos pais. Não era renda familiar. Não era a idade do estudante, nem seu sexo, nem seu desempenho em testes de quociente intelectual, nem sua capacidade de interpretar textos, nem sua memoria, nem seus conhecimentos de adição, subtração e multiplicação. Do ponto de vista estatístico, a única coisa que sobrou à guisa foi o conhecimento da criança a respeito de frações e divisões. “ A mensagem é clara”, diz Robert: “ temos que ajudar nossas crianças a compreender as frações e a divisão, o que significa ajudar nossos professores de matemática. Muito deles não dominam as ideias que servem de base às frações, as razoes e às proporções”.
Robert diz que, se uma criança atende bem as frações e a divisão aos 10 anos, é muito provável que ela entenderá bem álgebra do ensino médio, e é muito possível que ela fique competente o bastante para, na faculdade, estudar algo que exija matemática—como engenharia, economia, física. “ temos de nos concentrar nesse problema agora”, diz Robert, “ pois, no mercado de trabalho atual, os melhores salários são pagos às pessoas com melhor domínio de matemática”.
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